Sofia Ribeiro defende estabilidade nas políticas da União

A Eurodeputada Sofia Ribeiro participou esta semana na Conferência Interparlamentar sobre "Estabilidade, Coordenação e Governação Económica na União Europeia", que decorreu no Luxemburgo, numa iniciativa da Presidência do Conselho. A Eurodeputada fez parte da equipa de cinco elementos do PPE, que participou neste evento que juntou à mesma mesa os altos dirigentes políticos europeus, nomeadamente Eurodeputados, membros da Presidência Luxemburguesa, deputados dos Parlamentos Nacionais e membros da Comissão Europeia.

Para Sofia Ribeiro "ser um dos membros desta delegação do Parlamento Europeu nesta importante iniciativa é, para mim, por um lado, mais um sinal de reconhecimento do trabalho que tenho vindo a desenvolver nas Comissões que integro, neste caso especifico a Comissão do Emprego e Assuntos Socias e é, obviamente, também uma óptima oportunidade de discussão de alguns pontos que considero fundamentais para a governação económica da União neste momento de dificuldade que atravessamos, com a questão do equilíbrio orçamental, dos refugiados, da segurança e defesa, entre outros. Este é um momento decisivo para o arranque do Semestre Europeu e levo destas reuniões muitos contributos que serão fundamentais para o meu trabalho com este relatório, bem como, deixei a minha posição sobre o que deverá ser o futuro da União".

Durante os trabalhos a Eurodeputada defendeu que "o diálogo social é a peça-chave para que se garanta o equilíbrio social, para que se apliquem medidas que promovam a competitividade e que sejam, ao mesmo tempo, socialmente justas, já que estas políticas de coordenação e orientação económica têm como fim último o crescimento, o emprego e o combate à pobreza, levando a uma melhoria das condições de vida dos cidadãos europeus. No meu entender, devemos centrar a discussão em temas como a formação e criação de competências, pois a Europa tem de continuar a investir em ferramentas que permitam aos jovens e restante população, a adaptação aos novos desafios do mercado de trabalho. Só assim será possível aceder, cada vez com mais sucesso, a emprego justamente remunerados e de qualidade. Os Estados-Membros devem também continuar a empenhar-se nas suas reformas estruturais de modo a que se crie um ambiente favorável à actividade das empresas, especialmente as PME´s, com o objectivo de se garantir a criação destes novos postos de trabalho".

Sofia Ribeiro terminou as suas declarações afirmando que "é necessário reforçar a dimensão social da União Económica e Monetária. Mais do que estarmos a discutir a convergência dos sistemas sociais, temos de pensar em medidas duradouras que garantam a estabilidade social em cada Estado-Membro. Não nos podemos esquecer que os europeus querem, acima de tudo, ser capazes de prever e de poder decidir sobre as suas vidas, o que significa que não podemos estar constantemente a alterar as políticas europeias, criando instabilidade e incerteza. Só quando chegarmos a um acordo europeu e de aceitação generalizada dos conceitos-chave das políticas económicas e sociais europeias, como são exemplos questões como o dumping social, trabalho precário, salário mínimo europeu, entre outros, é que daremos o passo em frente e estaremos finalmente a contribuir para uma verdadeira construção da identidade europeia. No meu entender, estas reuniões foram um importante passo neste sentido."