Sofia Ribeiro defende boas condições de saúde e bem-estar no transporte animal

A Eurodeputada Sofia Ribeiro defendeu mais fiscalização e a aplicação de sanções em casos irregulares de transporte animal com fins económicos. A Social-democrata falava na apresentação do relatório sobre o transporte animal, do qual é relatora do Partido Popular Europeu (PPE), esta segunda-feira, 3 de dezembro, na reunião da Comissão parlamentar de Agricultura, em Bruxelas.

Sofia Ribeiro começou por confessar que preferia ler um documento mais equilibrado”. Quem lê este documento não percebe que a União Europeia é, de longe, a entidade que melhor protege os seus animais”,sendo “um exemplo para o resto do mundo”.

No entanto, para a Eurodeputada, a diretiva “carece de ser reforçada ao nível da sua implementação”. É necessário apostar na “fiscalização e na aplicação de sanções e coimas, que devem ser dissuasoras”, dando nota que  “são quase sempre os mesmos a prevaricar”.

Por termos um animal doente no transporte, não quer dizer que todo o transporte seja mau; por termos um animal que morre no transporte, não podemos banir o transporte animal. Em termos proporcionais, se banirmos o transporte animal por mortes na estrada, então há muito tempo que não podiam circular seres-humanos nas autoestradas europeias”, advertiu a Eurodeputada. “Este é um fundamentalismo que não posso aceitar”.

Em relação ao transporte marítimo, a Deputada Açoriana afirmou “a necessidade de dotar, quer as embarcações quer os portos, de melhores condições associadas ao bem-estar animal”; a necessidade de aumentar os “meios e condições nos controlos fronteiriços”; bem como assegurar uma “maior e melhor cooperação entre a União Europeia e os países importadores de animais europeus”. “Temos de garantir que os nossos animais chegam ao seu destino, seja ele qual for, em boas condições de saúde e bem-estar”, frisou.

No que concerne ao transporte transfronteiriço, a Eurodeputada defendeu que “é fundamental uma melhor e mais célere troca de informações entre os Estados-Membros e países terceiros”, dispondo de recursos tecnológicos auxiliares.

A terminar a intervenção, Sofia Ribeiro pediu que não se continue “a sobrecarregar os agricultores com mais burocracia nem com mais condicionalidades” e que não se exija para os animais “padrões superiores aos seres-humanos ou até aos dos próprios condutores”. “Gostaria de ver salvaguardado que os agricultores são quem melhor trata os animais”, sendo esta uma “condição fundamental de um relatório da comissão de agricultura”, finalizou Sofia Ribeiro.