Sofia Ribeiro defende autonomia nas ajudas europeias extraordinárias às RUP

Os Agricultores estão a pagar a fatura de um problema que não criaram, sem no entanto serem devidamente compensados por tal”. Foi desta forma que a Eurodeputada Sofia Ribeiro iniciou a sua intervenção num debate sobre o impacto do Embargo Russo no setor europeu das frutas e legumes. O debate, que contou com a presença do Comissário da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Phil Hogan, decorreu esta quarta-feira, 15 de novembro, na Sessão Plenária do Parlamento Europeu, em Estrasburgo.

 A Deputada do PSD/Açores reconheceu o esforço promovido pelo Comissário através da abertura de novos mercados e a celebração de novos acordos comerciais, no entanto afirmou que “ainda temos um longo caminho a percorrer com o objetivo de compensar a ausência do mercado russo e mitigar, não apenas os seus efeitos diretos, mas também os indiretos”.

 “Quem exportava para o mercado russo começou a vender no mercado interno e isto está a ter um efeito tremendo nas economias mais pequenas”, explicou Sofia Ribeiro, acrescentando que “os preços baixaram e o sector deixou de ser competitivo para os pequenos produtores”. “Os produtores da minha região, os Açores, são afetados por este efeito indireto do embargo e também estes têm de ser ressarcidos”, defendeu.

 Durante a intervenção, Sofia Ribeiro pediu para que, tal como foi aprovado pelo Parlamento Europeu na proposta que apresentou para o observatório do mercado do leite, “se defina o que se entende por crise no sector das frutas e dos legumes, com uma observação individualizada das Regiões Ultraperiféricas (RUP)”. “Só assim poderemos perceber a enorme dimensão deste problema e agir em conformidade”, explicou a Eurodeputada. “É urgente considerar as RUP na definição de qualquer pacote de ajuda adicional de combate a crises, como já foi exigido pelo parlamento, também por proposta minha”, realçou.

 A Eurodeputada Açoriana justificou esta posição alegando que “as RUP não podem continuar dependentes da solidariedade nacional na distribuição dos pacotes financeiros de ajuda da União Europeia”. “As RUP têm de ser consideradas autonomamente e eu conto consigo, Comissário Hogan, neste desafio”, finalizou Sofia Ribeiro.